Monday, March 31, 2008

LINIERS

Tuesday, March 11, 2008

BRIGA DE EGOS NO BEIRA-RIO

Bom, eu havia prometido a mim mesmo que não iria tecer comentários sobre o ocorrido nas arquibancadas do estádio colorado no sábado passado. Mas, depois que o Milton resolveu escancarar a coisa toda, não posso me furtar a colocar aqui o relato de uma celeuma que balançou os alicerces do que convencionou-se chamar blogosfera. Felizmente, tal contenda não resultou em nada mais grave que alguns hematomas superficiais para ambos os lados, embora por pouco a Brigada Militar não tenha intervido para apaziguar os ânimos através de alguns planchaços de espada. Foi mais ou menos assim que tudo aconteceu, seguindo o relatado pelo Milton aqui:

"Hospedando Tolstói

Foram duas discussões bastante duras e Idelber Avelar abandonou minha casa ontem à noite. O primeiro desacerto foi documentado por meu filho fotógrafo. Vejam o flagrante abaixo:

Milton X Idelber

Peço desculpas a meus leitores por submeter-lhes a um “Onde está Wally?”, mas é o que temos. Mais ou menos no centro da foto, estou à direita de um cidadão de óculos e camiseta branca. Eu olho para um Idelber empertigado e indignado - ele é a única pessoa no estádio que não está voltada para o campo de jogo. A meu lado, no lado direito da foto, há um sujeito loiro, vestindo vermelho. Seu nome é Paul. Minutos antes de nossa acerba discussão, Paul tinha dirigido a palavra a mim:

- Eu te conheço, sou teu leitor. Tu és o Milton Ribeiro e foste da Verbeat para o OPS.

Isso não acontece todo o dia e confesso ter ficado envaidecido. Mui gentimente, agradeci e apresentei Paul a Idelber Avelar. Foi a apresentação que um cara modesto como eu (200 visitas diárias) faz de um überblogger (5.000 visitas diárias). Eu disse

- Paul, muito obrigado, fico até comovido. - E completei:

- Este é o Idelber Avelar, do Biscoito Fino e a Massa.

- Desculpe, não conheço. Não leio todos os blogs.

- Claro que conhece, Paul! - disse e pisquei para ele. - Ele tem 200.000 visitas a cada domingo… O nome do blog baseia-se numa citação de Oswald de Andrade “a massa ainda comerá o biscoito fino que eu fabrico” e ele…

- Comerá o biscoito fino? Hahahahahaha, tô fora, Milton. Já disse que não leio qualquer coisa, desculpe.

Ora, confesso ter sorrido; sei lá, talvez rido; alguém diria que tenha gargalhado. O fato é que Idelber indignou-se de tal forma que quase chegamos às vias de fato minutos após nosso primeiro encontro! A discussão foi tão ridícula e ociosa, que provocou risos no casal à esquerda da foto, cuja moça olha para o fotógrafo. Fomos impedidos de sair a socos e pontapés em plena arquibancada pela moça de enormes brincos e disposição ainda maior cuja cabeça impede que meus leitores possam ver meu cotovelo direito. Ela é campeã de Kickboxing e seu pézinho tem miraculosa mira. Ela acentuou a sensiblidade de partes delicadas do meu corpo. Paul sentiu-se tão culpado com o fato que publicou ontem um comentário em meu blog:

Olá Milton! Aqui fala o Paul, falei contigo no Beira-rio sábado. Cara, eu não entendi quando tu me disse o nome dele (provavelmente porque eu havia derrubado o copo de cerveja e estava tentando ver se havia dado um banho em alguém…), mas é óbvio que muito já li o blog do Idelber.
Eu acompanhava o teu outro blog pelos feeds da Verbeat, agora já vou incluir o “Ops” no google reader.

Grande abraço, e saudações coloradas!

Notaram o problema do rapaz? Dois dias depois ele vem a meu blog negar que desconhecia o obscuro Idelber (é óbvio que nunca passou nem perto do Biscoito). Bem, voltando aos fatos ocorridos no Beira-Rio: depois de lograrem acabar com as intenções assassinas de nosso professor, Paul e a menina dos brincos foram vistos rolando abraçados na rampa do Beira-Rio. Desconheço se ela viu o Biscoito ou apenas sentiu-o, mas espero que o Sr. Paul volte a nossa caixa de comentários com a finalidade de esclarecer o detalhe."

Thursday, March 06, 2008

PARA CONSTAR

Bom pessoal, ainda é recente a mudança, então é válido avisar para os mais desligados: Fudílson Noronha, que também atende pela simpática alcunha de Uncle Fitlthy, está de casa nova. Qualquer um que tenha acompanhado por um mínimo espaço de tempo este sítio perdido no meio do éter digital, já deve ter topado com algum texto descaradamente copiado dele e colado por aqui. Até hoje os advogados do Fuds não conseguiram me encontrar para cobrar os direitos autorais de suas obras replicadas por aqui, o que eu gosto de imaginar que se deve ao fato de que, por algum estranho motivo, ele considere esse plágio desavergonhado uma espécie de homenagem e demonstração de admiração pelos textos publicados no que ele convencionou chamar de bestiário.
Todos aqui devem lembrar da clássica série CHUVA, não é mesmo?
Entonces, sem mais delongas, atualizem seus bookmarks, ele que antes hospedava-se junto aos Wunderblogs, está de casa nova nos APOSTOS.
Vão lá, que vale a pena.

Wednesday, March 05, 2008

CENÁRIO APOCALÍPTICO NO EMBAIXADOR

O pessoal que tem uma convivência mais próxima comigo sabe que eu procuro evitar o uso do serviço diplomático pelotense nas minhas viagens para a Pequena Paris dos pampas. Na maioria das vezes é assim: ou eu já deixo uma carona combinada previamente para a sexta-feira, ou acabo ficando pela capital mesmo.
Como neste último findi haviam compromissos inadiáveis, entre eles a chegada ao mundo de Bruno Bielinski (até agora a coisa mais próxima que eu tenho de um sobrinho) e o reencontro com os colegas de faculdade 5 anos depois, me vi mais uma vez na iminência de pegar a estrada.
Fracassados todos os meus esforços caronísticos, resignei-me a comprar a passagem com certa antecedência para, ao menos, garantir uma poltrona que cumprisse com dois requisitos indispensáveis quando falamos de viagens de busão: tem que ser JANELA e tem que ser a uma DISTÂNCIA CONSIDERÁVEL DO BANHEIRO. E assim fiz.
Então. Por incrível que pareça, este não é um post sobre nada que tenha acontecido no decorrer da viagem. Pelo menos nada que tenha acontecido NA REALIDADE, se bem que não é esta a expressão que eu acredite corresponder melhor ao que eu quero dizer. Ficou meio complicado isso aqui não?
Assim ó: já antecipando que eu não iria sentir sono durante a viagem, no último momento lembrei de um livro que fazia algum tempo que eu queria ler. Saí do trabalho e, no caminho para a rodoviária, ignorei a chuva, fiz um desvio, passsei numa livraria e comprei A ESTRADA, Cormac MacCarthy.
Bom, resumindo: não vi a viagem. Não vi a ponte, não vi Guaíba, não vi o trevo para Eldorado do Sul, Barrra do Ribeiro, não vi As Cucas, Tapes, Cristal, Camaquã, São Lourenço, não vi a polícia federal, não vi o trevo da Fenadoce, não vi mais nada. Não vi se alguém foi ao banheiro, se algum sem noção ficou a viagem inteira berrando no celular, se algum piá dos infernos abriu um pacote de cheetos sabor queijo que tenha empesteado o ar já naturalmente viciado do interior do ônibus, se alguma guria fresca e burra que não levou um casaco foi lá pedir pro motorista "diminuir um pouco o ar" porque estava com frio, enfim, essas coisas todas às quais estamos acostumados, todos nós pelotenses em eventual trânsito rodoviário coletivo. Não vi mais nada.
Terminei o livro, literalmente, numa sentada, como costuma se dizer.
E posso dizer, sem sombra de dúvida, que ainda estou me recuperando.
Então, este post na verdade é uma dica de leitura: leiam A Estrada.
Só não digam que eu não avisei.

Sobre o livro em si não vou falar nada. Quem quiser poder ler o que disseram Bruno, Firpo e se quiseram saber um pouco mais sobre o autor, vale uma espiada na entrevista postada pelo Parada. Não tem muito mais a ser dito.
Foi um investimento bem mais barato, e melhor, posso dizer, do que ter ido de avião.

Tuesday, March 04, 2008

NA MARRA

Nada pode ser considerado mais, digamos, REVIGORANTE do que ser acordado às 4 e pouco da manhã com um alarme de carro tocando incessantemente no outro lado da rua em frente ao prédio no qual tu mora. Até o vivente se dar conta que aquela pôrra NÃO VAI parar sozinha como sói acontecer na maioria das vezes, passaram-se uns bons 15 minutos. Resolvi dar uma espiada na janela e me deparo com um Renault Clio estacionado no outro lado da rua, GRITANDO tresloucada e irresignadamente madrugada adentro, com a porta do carona ARREGAÇADA e, certamente, com menos um cd player no painel, posso apostar.
Detalhe: a barulheira continuou impavidamente até às SEIS DA MANHÃ, quando apareceu um corsinha da BRIOSA e as donas do histérico BÓLIDO resolveram dar o ar da graça. O melhor de tudo: elas deixaram aquele alarme tocando por DUAS HORAS com medo de chegar perto do carro e o MELIANTE ainda se encontrar no interior do automóvel. Sim, no mínimo o cara deveria estar a fim de descolar três refeições diárias NA FAIXA e matutou de arrombar um carro e TIRAR UMA PESTANA enquanto aguardava a chegada dos TIRAS. Era só o que me faltava.
Aproveitei o levante forçado para ir até a padaria na outra quadra, comprar cacetinhos e pães de queijo recém saídos do forno, e colocar prá funcionar a minha cafeteira italiana Tabajara.
Isso tudo prá dizer que até deu vontade de começar a acordar mais cedo e transformar esse café da manhã SUNTUOSO em rotina, coisa que, se bem me conheço, não vai passar de amanhã.
Mas, o que vale é a intenção.


PS> o texto em pseudo-CAPSOLOQUÊS é uma homenagem à recente volta ao mundo blogueiro do já lendário CARDOSO.

Gurizada, um conselho: isso aqui é PORTO ALEGRE. Não deixem o carro na rua de madrugada. É uma roleta, e a gente sabe que a BANCA NUNCA PERDE.

Monday, March 03, 2008

AMADORISMO

Não acredito que com toda a minha idade e experiência, acabei caindo no velho truque da MÚSICA LENTA.

Isso não vai ficar assim.