Friday, March 30, 2007

POR HOJE É SÓ

Hoje é sexta-feira, dia de jogar uma bola, tomar uma cerva e relaxar da correria do dia-a-dia.
Aliás, esta expressão me lembra uma cena antológica de um dos melhores filmes já feitos em toda a história do cinema mundial, desde os tempos dos irmãos Lumiére. Uma obra aliás que não foi tratada com a devida justiça quando da entrega do prêmio da Academia no ano de seu lançamento.
É óbvio que eu estou falando de RAMBO II – A MISSÃO

No final do filme, John Rambo e o Cel. Trautman estão na cabeceira da pista onde minutos atrás nosso herói havia pousado o helicóptero usado no resgate dos últimos prisioneiros de guerra americanos em poder dos vietnamitas. O Cel. oferece a Rambo uma chance de voltar a ativa pelo exército yankee, chance esta recusada por Rambo. Então ocorre o seguinte diálogo, que apenas quando visto na dublagem tosca das sessões da tarde da Globo consegue exteriorizar toda a carga dramática, o conflito interno do personagem e deixar, por fim, uma mensagem edificante. Confiram:
Cel. Trautman – Mas Rambo, o que você quer?
John Rambo (com a voz embargada) – O que eu quero? Eu quero o que todo cara que foi pra lá quer: que nosso país nos ame, tanto quanto nós, amamos ele!
Cel. Trautman – E como você vai viver?
Jonh Rambo – DIA A DIA.
Rambo parte rumo ao desconhecido e sobem os créditos.
Bom final de semana à todos!

Wednesday, March 28, 2007

IF YOU BUILD IT, HE WILL COME


Possivelmente foi esta a frase que passou pela cabeça do homem que construiu o complexo esportivo no qual eu fui jogar bola na semana passada.
A quinta feira havia começado despretensiosa, desenrolava-se sem maiores transtornos, quando durante uma conversa rápida com o negão Jônatas pelo Msn surgiu o convite para a prática do nobre esporte bretão ( na verdade EU me convidei para o jogo, mas o pessoal já sabe que se comentar comigo que vai jogar bola tal dia e em tal lugar, eu não vou sossegar enquanto não arrumarem uma boca pra mim).
Ele passou lá em casa perto das sete da noite, fizemos um rápido pit-stop na casa dele para pegar os apetrechos (amadorismo puro, pois todos sabem que o primeiro item que deve estar presente no porta malas de um carro, antes do macaco e do estepe, é uma bolsa contendo tênis ou chuteira, meião de futebol, calção e camiseta. Mas tudo bem, assim é a vida, e ela se divide entre os profissionais e os amadores.
Tudo pronto, tomamos o rumo sul, seguindo um outro futuro participante do embate, que sabia o caminho para chegar na tal quadra.
O trajeto até lá foi longo e demorado. O trânsito nesse horário em Porto Alegre não é dos mais católicos, e o movimento de pessoas tentando desesperadamente chegar em suas casas na zona sul (Ipanema, Vila Nova, Belém Novo, Belém Velho e adjacências) não contribuía para a celeridade do deslocamento. Pode dizer que foi uma viagem tensa. O trânsito da capital na hora do rush também não é para amadores.
Buenas, mas toda esta introdução tem um motivo: pegar vocês tão despreparados quanto eu estava naquele momento para a cena que se descortinou frente aos meus olhos. E foi quando a frase que dá título a este post veio à minha mente.
Eram quatro campos. Verdes, de um verde que você não está acostumado a ver. Um verde que me lembrou os tempos de infância na fazenda dos meus tios no Uruguai. Um verde como os olhos convidativos da guria que trabalha no caixa 07 do Zaffari da Fernando Machado. Um verde que se estendia como um tapete imaculado, como se aquele pasto tivesse sido plantado, regado, aparado e somente naquele dia, pela primeira vez, aceitaria o deslizar suave da redonda sobre si.
Sob a iluminação perfeita dos refletores, em alguns lugares e de determinados ângulos de observação, o verde dava lugar ao prateado das gotículas de água que pendiam das extremidades dos fios de pasto. Era como um pedaço de terra perdido no pampa, que após o amanhecer conserva sobre si o fresco orvalho da noite. Nas laterais do campo era possível observar as mangueiras de irrigação, e pela textura do pasto percebia-se que não havia transcorrido muito tempo desde que haviam sido desligadas.
Não vou falar que o meu time ganhou. Não vou falar que fiz um gol tocando a bola que veio ligeralmente nas costas com o calcanhar encobrindo o goleiro e mandando no ângulo. Nada disso interessa. Qualquer que fosse o resultado, qualquer que fosse a minha atuação, a noite já estava ganha.
If you build it, he will come.

E eu fui.

“You know we just don't recognize the most significant moments of our lives while they're happening. Back then I thought, well, there'll be other days. I didn't realize that that was the only day.”

Tradução LIVRE: “Você sabe, nós não reconhecemos os momentos mais significantes das nossas vidas enquanto eles estão ainda ocorrendo. Lá atrás eu pensava, bom, haverão outros dias. Eu não percebi que aquele era o único dia.”

Ps – a foto do Kevin Costner magro e ainda com cabelos é um simples regalo para uma leitora assídua deste blog, a qual eu costumo chamar de você. Só você.

Friday, March 23, 2007

ENCERRANDO A SEMANA

Buenas, espero que vocês tenham reparado na mais nova funcionalidade que foi adicionada a este bestiário, como diria o Uncle Filthy: agora cada vez que você pousarem o cursor do mouse sobre algum link, sem clicar, vai abrir-se uma pequena janelinha com um preview do site para o qual aquele link é direcionado.
Não entendeu nada? Ok. Faz o seguinte: coloca o mouse sobre algum link aí, sem clicar, e vê se funciona. (Caso não funcione, talvez você tenha que desabilitar o bloqueador de pop-ups.)
Às vezes eu acho que gosto mais de ver como funcionam essas bobagenzinhas do que propriamente escrever. Vássaber...
Igual como aquele messenger genérico que eu instalei ali na barra lateral. Teoricamente serviria para falar em tempo real com qualquer um que estivesse visualizando a página naquele momento. Quando alguém entra no blog, abre uma janelinha prá mim dizendo "meeboguest 001", "meeboguest 002", e assim por diante. Vocês acham que até hoje eu consegui falar com alguém? Pois é. Mas não faz mal, tá ali, e isso é o que importa.
Para completar o post, não poderia faltar uma boa dose de ctrl c + ctrl v, e quem melhor para ser plagiado aqui do que o grande Noronha, não é mesmo? Até mesmo porque coincidentemente o post dele de hoje tem a ver com certos devaneios e divagações que percorreram minha mente, já naturalmente dispersa, na noite de ontem. Bom, chega de enrolação: bom final de semana a todos!
"New letter to a friend about girls
Elas estão em todo lugar. A menina que entra tropeçando no ônibus e quase se esparrama no colo de um nonagenário raquítico (no rosto dele, o júbilo pela perspectiva de uma morte abençoada) consegue se equilibrar no último segundo, enrubesce, se recompõe, abre um sorriso sem graça que nem mesmo o aparelho nos dentes consegue tornar menos sedutor e, dois esbarrões à frente, encontra lugar ao lado de um sujeito gordinho de terno que não desviou os olhos do Post durante todo o incidente. (Mas mesmo assim ele sorri enquanto ela se acomoda. The bastard.)
Não é –nem de longe- que eu me sinta cansado, entediado, insatisfeito, restrito, sufocado pelos, er, grilhões de uma, er, servidão que escolhi e continuo escolhendo a cada vez que penso nela (e penso nela 14 mil vezes por dia). Mas, dude, they are everywhere. I mean it. A moça que atende o telefone para fazer as reservas no restaurante sorri o tempo todo (eu consigo ouvir o sorriso), e o traço de sotaque canadense (“aboot”), a nota de sinceridade com que ela se despede dizendo que espera me ver no dia seguinte... é quase como se fosse mesmo verdade, como se de fato a perspectiva da minha visita fosse causa de alegria. A musa, que me conhece o bastante para zombar de mim por essas coisas sem se preocupar de verdade com elas, classifica a situação como spring fever. Possa ser. Se a primavera durar 11 meses.
Você mais que ninguém sabe o quanto acho patético o romantismo à Vinícius (aqueles mano de 800 anos parafraseando o mesmo versinho a vida inteira para tentar dar uns cata em moçoilas que nunca passam dos 22), mas, embora eu me sinta com 800 anos quase o tempo todo, não consigo suspender minha admiração (ou, para ser honesto, o meu amor, mesmo) por essas diliças que o central casting providencia para decorar a cidade. Meu coração ainda experimenta o velho solavanco quando a intelectual fortysomething de casaco azul marinho sorri e pede emprestado o último caderno do jornal, ou a barista com relógio das Powerpuff Girls pisca ao colocar dois biscoitinhos no pires do meu café. Sei perfeitamente, dude, que o seu impiedoso diagnóstico vai ser “e você tá chamando o outro velhinho de babão?” (and you'd be totally right, by the way). Mas continuo acreditando que amar a catigoria é parte inextricável do meu amor incondicional pelo espécime que o acaso generosamente me emprestou 28 meses atrás. (E, yeah, sei muito bem o que a dotôra Rosimeire vai dizer a esse respeito quando depuser na, er, Vara da Família.) Meu problema e minha sorte, ou meu problema e a sorte da cidade, é que, dude, elas estão em todo lugar. E eu nem sei a quem agradecer."

Wednesday, March 21, 2007

ENTRE O CÉU E A TERRA*


* surrupiado de uma Pinta por aí...

Tuesday, March 20, 2007

TESTANDO O FÔLEGO

*Hoje à noite, jogo de futebol contra o time dos carteiros.
CARTEIROS.
Alguém aí tem um cilindro de oxigênio para emprestar?
*Eu poderia perder meu tempo escrevendo, mas a Ticcia foi direto ao ponto em dois posts que resumem exatamente o que tenho pensado nestes últimos tempos:
"É inacreditável a capacidade que algumas pessoas têm de dizer/fazer merda. A gente tenta ajudar, tentar ter boa vontade, tenta ser tolerante, tenta filtrar o que ouve, tenta interpretação analógica favorável, tenta dar desconto, tenta ser solidário, tenta contextualizar, tenta ser benevolente, querido, mimoso, gentil, tenta. Mas é inacreditável a capacidade que algumas pessoas têm de dizer/fazer merda. I-NA-CRE-DI-TÁ-VEL."
e
"Sobre gente de merda - Um manifesto.
Eu não sei vocês, mas o meu saco para gente de merda está em alguma potência bem ínfima, daquele tipo 10 elevado na menos 45, sabe? É. E quando falo gente de merda é lato senso: aí estão compreendidas pessoas que ganham um ponto e logo em seguida perdem 6, porque a cada gentileza fazem meia dúzia de cagadas, as pessoas que tem o dom de torcer as coisas até um ponto no qual elas mesmas já não sabem mais o que é realmente verdade, o que é mentira, o que é delírio e qual é a parte que é produto do Frontal que não tá fazendo efeito. Também estão inclusas as criaturas que tem o appeal irresistível ao drama, à cena, ao efeito gótico-existencial-cármico-persecutório em que tudo, absolutamente tudo no mundo lhe diz, pelo menos indireta e referencialmente, respeito, mormente detrações, intrigas, inveja, fofoca, espezinhações e congêneres e a gente que, em não tendo nada a fazer (podiam bem ir depilar a virilha com pinça, limpar rejunte de azulejo com ajaques e escova de dente a pilha oral B, ou se engajar no movimento contra a extinção do jacaré lambreta de papo fúcsia) dedica a vida a encher os pacovás dos outros com apurrinhação, chantagem, veja bens, “eu sou seu amigo, gosto de você e resolvi lhe falar sobre isso para evitar quês”, “estou muitíssimo chateado com aquilo que”. Hã?! Modos que eu, quase às vésperas de completar bem vividos trinta e quatro anos de existência, declaro por meio desta e considero ter alertado os incautos a respeito, que ao me deparar com uma situação/criatura dessas, vou mandar tomar nos devidos canais competentes. E sim, ignorar solenemente também é um jeito de mandar ver se eu to lá na esquina preocupadíssima com a grande desfeita que eu estou fazendo, porque se essa gente não aprendeu até hoje a ter noção, não sou eu que vou me comprometer com a tarefa ingrata de enfiar algum parâmetro nessas cabeuças de porongo."
*Mudando de assunto, e já adiantando que para afastar a possibilidade de ser criticado por tamanho pedantismo, traduzo livremente a introdução para um artigo que eu acredito que vocês podem achar interessante:
"Em Identidade, um pequeno livro baseado em uma troca de emails entre Zygmunt Bauman e o jornalista italiano Benedetto Vecchi, o sociologista discute a questão da identidade no contexto do que ele chama “modernidade líquida”.
A tese de Bauman, apresentada em seu livro homônimo (2000), é a de que nos transportamos de uma fase sólida da modernidade para uma fluida, na qual nada mantém a sua forma, as práticas sociais estão constantemente mudando de maneira vertiginosa, trasnformando radicalmente a experiência de ser humano."
Não se esqueçam do aviso de TRADUÇÃO LIVRE, ok?
No más, era isso. Agora preciso dar um jeito de ver o último episódio do Lost.
Alguém?

Monday, March 19, 2007

OS DONOS DA PLAYA


Da esquerda para a direita:

Boto Rosa;

Sábio Filósofo Alemão;

Sr. Respostinha.


Carnaval 2007, em algum lugar do continente americano...

Thursday, March 15, 2007

SÓ TEM UMA

Hoje, quinta-feira, oito e dez da manhã, o alerta sonoro do celular me avisa da chegada de uma mensagem. Constato que é da D. Eni, com seguintes dizeres:
" E aí, filho amado? Que tenhas um belo dia, não pensando na noite passada. Beijo!"
Neste momento, você que está lendo estas linhas deve estar pensando: mas o que diabos aconteceu com esse cara na noite passada? Será que foi demitido? Bateu o carro? Perdeu o bilhete premiado da mega-sena na qual ganhara solito quarenta milhões? Passou a noite com a Flávia Alessandra e ela saiu reclamando para todo o cast da Globo de seu pífio desempenho sexual?
Pois não foi nada disso.
Na verdade, o colorado tomou três na noite ontem, ao natural, jogando na Argentina. E poderia ter tomado mais.
Este é só um exemplo que eu coloco aqui para vocês verem como o futebol é levado a sério na minha família. E também para deixar bem claro que eu tenho a melhor mãe do mundo, e vocês não!!
MÓ-RÃÃOM!
Ok, é brincadeira. Mas a minha velha é massa.
Vamos lá secar o greminho esta noite.

Tuesday, March 13, 2007

PARADOXO

Teoricamente, depois de passar 20 dias em férias, qualquer ser humano deveria voltar a rotina da labuta diária mais descansado, produtivo e bem disposto, não é verdade?
Existe um porém, no entanto: durante esses vinte dias o cara foi dormir quando o sol estava raiando, seja porque estava ao redor de uma foqueira num acampamemto com a conversa correndo solta, seja porque estava num ritmo de noites PESADAS de festa (piada interna), ou até mesmo por ficar desfrutando das maravilhas da Tv a cabo na casa dos pais e ver todos aqueles seriados americanos enlatados dos canais Sony, Warner, Fox, Axn, todos tão descartáveis e mesmo assim tão bons de assistir quando não se tem mais nada prá fazer...
Confesso que ao final desse período de férias, estava manejando o controle remoto com a destreza de um cavaleiro jedi empunhando seu sabre de luz (sim, eu assisti a Maratona Star War's que passou em vários canais Telecine simultâneamente) (sim, até as versões DUBLADAS).
Buenas, mas o fato é o seguinte: segundo dia que chego no trabalho direto para fazer um mate e manter as pálpebras afastadas uma da outra, em virtude de passar a noite inteira olhando pro teto esperando o sono chegar. E ele chegou bem tarde. Ou cedo, dependendo do ponto de vista. Dureza.
Aos poucos a rotina vai voltando. Ontem, retorno triunfal à ACM, com meu time sagrando-se campeão do dia e eu marcando um golaço, sendo carregado nos ombros dos companheiros e assediado por vários agentes de clubes estrangeiros e ... tá bom, até a parte do golaço era verdade.
Bom, dois dias, dois posts. Boa média por enquanto.
Vamos ver quanto tempo dura...

Monday, March 12, 2007

ACABARAM AS FÉRIAS (AGORA SIM)

Buenas, não querendo soar repetitivo, este blog encerra o seu período de descanso mais do que merecido (merecido para vocês, leitores, que foram caridosamente poupados da sua dose eventual e homeopática das abobrinhas que são escritas por aqui) e volta em nova fase com atualizações diárias.
Acreditou nessa?
HAHAHAHA!!!!
Só no dia que vocês me pagarem para escrever aqui!
Enquanto esse dia não chega, vou contando que tô jogando muito futebol. "Muito" no sentido de muitas vezes. Nesta última semana teve jogo terça, quarta, quinta e sábado, e só teve folga no domingo porque o pessoal se encolheu. Raios!
Conheci o tal do pub Nova Iorque, uma opção para quem quer fugir da febre pagodeira que se alastrou pela noite pelotense, tomando conta até mesmo do último reduto da boemia das antigas, o Tulha.
Uma dica: aproveitem para ir nas sextas-feiras, ouvir a Banda Blackbird tocando só o mais puro rock n' roll, porque no sábado a banda do Rose fez a gurizada querer cortar os pulsos ao som de nenhum de nós e engenheiros do hawai. Nada contra essas bandas, se você tem 14 anos, é claro.
Como diria um amigo meu, e este termo já virou o jargão oficial para quebrar o clima de desolação que se instaura a partir do momento no qual se constata que se entrou numa verdadeira indiada: "Só bebendo!", e a sua usual flexão, dependendo do contexto: " É por isso que eu bebo..."
E segue o baile!