Buenas, espero que vocês tenham reparado na mais nova funcionalidade que foi adicionada a este bestiário, como diria o Uncle Filthy: agora cada vez que você pousarem o cursor do mouse sobre algum link, sem clicar, vai abrir-se uma pequena janelinha com um preview do site para o qual aquele link é direcionado.
Não entendeu nada? Ok. Faz o seguinte: coloca o mouse sobre algum link aí, sem clicar, e vê se funciona. (Caso não funcione, talvez você tenha que desabilitar o bloqueador de pop-ups.)
Às vezes eu acho que gosto mais de ver como funcionam essas bobagenzinhas do que propriamente escrever. Vássaber...
Igual como aquele messenger genérico que eu instalei ali na barra lateral. Teoricamente serviria para falar em tempo real com qualquer um que estivesse visualizando a página naquele momento. Quando alguém entra no blog, abre uma janelinha prá mim dizendo "meeboguest 001", "meeboguest 002", e assim por diante. Vocês acham que até hoje eu consegui falar com alguém? Pois é. Mas não faz mal, tá ali, e isso é o que importa.
Para completar o post, não poderia faltar uma boa dose de ctrl c + ctrl v, e quem melhor para ser plagiado aqui do que o grande
Noronha, não é mesmo? Até mesmo porque coincidentemente o post dele de hoje tem a ver com certos devaneios e divagações que percorreram minha mente, já naturalmente dispersa, na noite de ontem. Bom, chega de enrolação: bom final de semana a todos!
"New letter to a friend about girls
Elas estão em todo lugar. A menina que entra tropeçando no ônibus e quase se esparrama no colo de um nonagenário raquítico (no rosto dele, o júbilo pela perspectiva de uma morte abençoada) consegue se equilibrar no último segundo, enrubesce, se recompõe, abre um sorriso sem graça que nem mesmo o aparelho nos dentes consegue tornar menos sedutor e, dois esbarrões à frente, encontra lugar ao lado de um sujeito gordinho de terno que não desviou os olhos do Post durante todo o incidente. (Mas mesmo assim ele sorri enquanto ela se acomoda. The bastard.)
Não é –nem de longe- que eu me sinta cansado, entediado, insatisfeito, restrito, sufocado pelos, er, grilhões de uma, er, servidão que escolhi e continuo escolhendo a cada vez que penso nela (e penso nela 14 mil vezes por dia). Mas, dude, they are everywhere. I mean it. A moça que atende o telefone para fazer as reservas no restaurante sorri o tempo todo (eu consigo ouvir o sorriso), e o traço de sotaque canadense (“aboot”), a nota de sinceridade com que ela se despede dizendo que espera me ver no dia seguinte... é quase como se fosse mesmo verdade, como se de fato a perspectiva da minha visita fosse causa de alegria. A musa, que me conhece o bastante para zombar de mim por essas coisas sem se preocupar de verdade com elas, classifica a situação como spring fever. Possa ser. Se a primavera durar 11 meses.
Você mais que ninguém sabe o quanto acho patético o romantismo à Vinícius (aqueles mano de 800 anos parafraseando o mesmo versinho a vida inteira para tentar dar uns cata em moçoilas que nunca passam dos 22), mas, embora eu me sinta com 800 anos quase o tempo todo, não consigo suspender minha admiração (ou, para ser honesto, o meu amor, mesmo) por essas diliças que o central casting providencia para decorar a cidade. Meu coração ainda experimenta o velho solavanco quando a intelectual fortysomething de casaco azul marinho sorri e pede emprestado o último caderno do jornal, ou a barista com relógio das Powerpuff Girls pisca ao colocar dois biscoitinhos no pires do meu café. Sei perfeitamente, dude, que o seu impiedoso diagnóstico vai ser “e você tá chamando o outro velhinho de babão?” (and you'd be totally right, by the way). Mas continuo acreditando que amar a catigoria é parte inextricável do meu amor incondicional pelo espécime que o acaso generosamente me emprestou 28 meses atrás. (E, yeah, sei muito bem o que a dotôra Rosimeire vai dizer a esse respeito quando depuser na, er, Vara da Família.) Meu problema e minha sorte, ou meu problema e a sorte da cidade, é que, dude, elas estão em todo lugar. E eu nem sei a quem agradecer."