Tuesday, May 30, 2006
Bom, de passagem, apenas para dizer que não morri, ainda estou neste plano terreno. O lapso pelo qual este espaço permanceu em branco não se deve a nada mais nada menos que a mais pura e simples falta de assunto. Não que eu seja um cara sem assunto. Mas estava sem assunto especificamente para este espaço aqui. Buenas, tergiverso.
Por estes tempos, muitas atividades, pelo menos no concernente aos meus linfócitos, que andavam numa peleia com tudo que é moléstia que se possa imaginar. Já estive gripado, nauseado, febril, com dor de garganta, dor de ouvido (que evoluiu para uma otite externa do ouvido médio e depois de se curar milagrosamente, apareceu no ouvido do outro lado), tudo isso em dias diferentes, sempre sintomas esparsos, não foi um ataque simultâneo por assim dizer.
Já está quase tudo em ordem.
Fora isso, outras atividades realizadas: maratona LOST, aluguel dos 7 DVDs da primeira temporada em um espaço de três dias. Se alguém souber o que tem dentro da escotilha, por favor, NÃO ME DIGA!
Domingo no Beira Rio, um empate que saiu com gosto de vitória para o Cruzeiro, pois o colorado perdeu um caminhão de gols. Ah, se o Abel me descobre!
Bom, passei apenas para dar sinal de vida. O próximo post não deve demorar taaanto assim prá aparecer.
Eu acho.
Wednesday, May 17, 2006
DAS COISAS PERDIDAS NA REDE
São as coisas minúsculas. É na microesfera de um universo de pequenos movimentos, suspiros e olhares, que estão as mudanças de direção que fazem a diferença no destino da humanidade. Paul Tibbets poderia não ter apertado aquele botão. Poderia, num ímpeto de mártir redentor, ter mergulhado verticalmente no mar antes de explodir com Hiroshima.
São os detalhes. Um sorriso condizente, um abraço não entregue, o brilho no olhar de alguém que promete e despeja verdades efêmeras. Na velocidade alucinante das avenidas, dos supermercados, das teclas de computador, há sempre o tempo do indizível. Um tempo paralelo ao da lógica do relógio, um tempo que se move lento como o mel. Icebergs. Inconsciências que se comunicam aleatórias à vontade da própria consciência. É o tempo de um descolar de lábios do caixa do banco, que entre um cliente e outro pensa na namorada que o deixou. É a eternidade no olhar parado da mulher que espera o sinal abrir enquanto as crianças brigam no banco de trás. É o rombo que se abre no cosmos durante o aperto infinito de duas respirações suspensas em sincronia.
Vidas que se cruzam, se misturam e se separam heterogêneas. Conexões que vão formando uma rede carregada desse tempo estranho, o tempo das coisas inatingíveis, das perguntas sem resposta, das tentativas e do erro. Sim, O erro, porque o erro parece ser sempre o mesmo, o que mudam são as tentativas. Mais do que nunca, estamos para sempre e irreversivelmente conectados.
Eu estava pronto para interromper esta série enorme de recortes e colações, até me deparar com o texto acima. É justamente ao esbarrar em trechos como esse que esqueço de tudo que iria colocar aqui, e me vem a sensação de que, de uma maneira ou de outra, tudo já foi dito. Só é necessário um pouco de tempo, e contar senpre com a sincronicidade da vida. Aí fica a dica: leiam a Tainá, antes que ela vire uma estrela de hollywood e não tenha mais tempo de escrever.
PS> os afortunados que, diferente de mim, tenham um tempo livre na tarde de hoje, assistam à final da Liga dos Campeões, entre Barcelona e Arsenal, diretamente da Cidade Luz, às 15:00 h. E depois me digam se eu não merecia estar lá. Ronaldinho Gaúcho nada, Paul é seleção!

