Friday, September 30, 2005

DE AGORA EM DIANTE

i'm not a tolerant person. in fact i get more intolerant by the day. i just find it more and more difficult to tolerate assholes. as my tolerance decreases, their number seem to increase. everyday there's more and more of them and everyday i have less and less patience. i'm not a mere bigot but i certainly don't cut any slack to anyone on the merit of their... status as an opressed minority. you people were enslaved? tough luck. the white man stole your land? too fucking bad. your fair sex is played by date-rape? cum and bear it.these days everyone has a sob story, and frankly, i don't care. it's no excuse for being an asshole. we live in the age of the excuse. we live in the age of the asshole. they're everywhere. they come in all shapes, all sizes, all colors... there are black assholes, white assholes, women assholes, men assholes, queer assholes, straight assholes, smart assholes, stupid assholes, suburban assholes, inner-city assholes, homeless assholes, upwardly mobile assholes, lazy assholes, incompetent assholes, sloppy assholes, anal assholes... and so it goes... ad nauseam. why should i tolerate any of them? why should i tolerate anything i don't care for, for any length of time? why should i pretend it's ok? i don't like assholes. don't like talking to them, don't like talking about them. don't like knowing them. don't like knowing about them. or their thoughts or their dids. assholes are like bad ideas. you let even a single one enter your life, it can begin to ruin things. it can destroy what's good and foster much that's bad. why'd i tolerate that? tolerance was a virtue once. no more. there aren't enough hours in a day to tolerate all the assholes, to tolerate all the indignities roled your way and still be able to live a decent life... perhaps goethe said this best. "that which disturbs your soul you must not suffer." remember that when it seems like assholes are hard at work to disturb your soul, 24 hours a day. take a tip from mr. intolerance: don't permit them to do it.

- boyd rice, "hatesville"
TRADUÇÃO: "LIGUE O "FODAM-SE TODOS" E SEJA FELIZ"
nota do tradutor: começarei pela vizinha de baixo...

Friday, September 23, 2005

LOW TIDE


"While the earlier series have the Everyman engaged in such desperate acts as cobbling together a breathing contraption, more recent pieces find him in less perilous situations, focusing his efforts on restoring and listening to the earth. In all of the works, ParkeHarrison demonstrates an ability to distill and redress complex environmental problems and failed technological systems with resourcefulness and dark humor. (...) Everyman's tireless laboring suggests a larger metaphor for creative production and the work involved in communicating through objects and images. ParkeHarrison's perseverance matches that of his Everyman, and integrity of work is expressed in his own unique and painstaking process."

Monday, September 19, 2005

ANTES DO FERIADO

Final de semana em Pelotas, partindo daqui na sexta-feira, e voltando ontem, domingo, após a vitória do colorado assistida por toda a família e alguns agregados. Parecia que o inter iria morrer na praia novamente, e apesar de todos os esforços de Clemer e Jorge Wagner nesse sentido, o time saiu de campo com a quase liderança, na dependência de um mal resultado por parte do Fluminense, o que acabou acontecendo e consolidando a posição de líder isolado. Dá-lhe Colorado!
Fatos curiosos que atestam a sincronicidade da vida:
1º - Na viagem de ida, uma parada estratégica em uma praça de pedágio, para a ala feminina ir ao banheiro. Os homens ali, conversando e tomando um cafezinho, jogando conversa fora, todo mundo pronto novamente, entro no carro e chega uma mensagem no celular, perguntando se estava bom o café. Resumindo, o Eduardo, meu primo, estava sofrendo dentro de um Frederes com destino a Jaguarão, e resolveu tirar o meu tempo. Achou pouco? Então corra para o nº 2...
2º - Já dentro da cidade, rumando pela Fernando Osório em direção à D. Joaquim, exatamente na rótula do Santa Justina, presenciamos um acidente de moto. Vimos um caminhão invadindo a rótula e fechando um motoqueiro, o qual, obrigado a frear bruscamente, foi atingido por trás por um Palio. Nada de muito grave, não havia ninguém machucado, seguimos em frente. Quando cheguei em casa, ainda relatei o acontecido prá minha mãe, comentando que bem que podia ser o meu irmão naquela situação, e a sua recém tirada carteira de motociclista. Mais tarde, já de noite, fui buscar o Cadito na empresa e não deu outra: era ele mesmo.
Eu achei que tinha reconhecido aquele nariz pelo vidro do capacete!!!

Tuesday, September 13, 2005

ATUALIZANDO

Buenos, nada de muito excitante nestes últimos tempos. Quando tu mora em Porto Alegre, oriundo de Pelotas, chega a ser muito mais uma rotina do que uma novidade ter um visitante para um "pouso" ocasional na tua casa, mas sempre, e eu digo SEMPRE, é muito bom. Aproveitem pessoal, enquanto não encho aquele apê com mulher e filhos. Pensando bem, acho que vou começar com um cachorro. Ou um gato. Ou um rato. Peixe? Um cacto então? Em breve saberemos.
Cerveja com pizza e a conversa mais ou menos em dia.
Preciso cortar o cabelo, colocar um terno e tirar uma foto. Sabe desde quando? Semana passada. Pergunta se eu tive saco prá isso...
Final de semana entre casa e hospital, não por minha causa. Um primo meu está aí, na luta. E eu sei que tudo vai dar certo, só de olhar prá ele. Porque não tem motivo prá dar errado. O guri é fóda!
Enquanto essas coisas vão acontecendo, a gente não consegue fugir de repensar o significado desse ente chamado família. Família é uma coisa fóda também. No bom sentido. Tem seus altos e baixos, mas na hora que a coisa aperta, não tem ninguém igual prá ficar do teu lado. E também é responsável por grande parte da pessoa que tu te tornas. E eu tô com saudade da minha mãe, por falar nisso... vou ali telefonar, a gente se fala mais tarde.

Monday, September 12, 2005

HÁ ALGUM TEMPO...


Maverick e Jason eram recepcionados na Ilha da Fantasia. Com um beijo especial prá Si, pela lembrança. E uma desculpa eterna para o Fernandinho, cujos óculos não sobreviveram a uma série de infortúnios ocorridos naquela noite, enfrentando uma prévia do que seria o furacão Katrina.

Thursday, September 08, 2005

ROUBEI DO DAVI COIMBRA

Espáduas nuas e barrigas pétreas

De repente, nos vimos perdidos. Estávamos nas entranhas do Estádio Mané Garrincha, eu e os repórteres da Sucursal de Brasília, o Fábio Schaffner e o Roberto Maltchik. Natural que fosse confusa a organização do jogo do Brasil, domingo passado - o Mané Garrincha é pouco utilizado pelos clubes de Brasília. Quase todos têm seus próprios estádios nas cidades-satélites. Então, havia dois mil seguranças (dois mil!), centenas de recepcionistas, muita gente na organização, sem haver a menor organização. Entramos por uma porta que não deveria servir de acesso à imprensa, fomos nos esgueirando pelos corredores internos e acabamos num lugar ermo, úmido como um calabouço, com caixas espalhadas pelo chão e um ringue encostado a uma parede. Voltamos. Perguntamos a um dos seguranças onde ir, ele abriu um portão, nos levou por outra artéria do edifício, subimos uma escada, mais uma, e ele apontou outra porta: - Por ali. Fomos. Não era. Era uma cozinha, onde senhoras de avental branco preparavam canapés. Emergimos na ante-sala dos camarotes. Um mundo reluzente: mesas compridas com travessas de camarões rosados, de pêssegos, maçãs e cachos de uva, de salgadinhos e de delicados cachorros-quentes do tamanho de um punho fechado. Ali ao lado, enormes geladeiras com latinhas de cerveja brancas de tão geladas, garrafinhas de água mineral, refrigerantes refrescantes, tonéis repletos até a boca de gelo e tubinhos de energéticos, tudo isso servido por garçons de luvas brancas e modelos com camisas azuis da Seleção amarradas num gracioso nó à altura de seus umbigos dourados, alguns com piercings faiscantes. As moças, soube depois, foram em sua maioria requisitadas por Jeanny, a alcoviteira preferida dos congressistas do mensalão. Por essas ante-salas circulavam deputados vários, dois ou três ministros, o presidente da Federação Chilena e seus acólitos, o presidente do Senado Renan Calheiros, o governador do DF Joaquim Roriz, esse tentando cabalar votos estilo Odorico Paraguassu: - Cumpri minha promessa e trouxe a Seleção a Brasília! E muitas, muitas belas mulheres, claro, elas e suas espáduas nuas e suas pernas torneadas e suas barrigas pétreas, ai. A Seleção atrai mulheres bonitas como o poder atrai a corrupção. Juliana, a do Big Brother, distribuía sorrisos alvos feito a inocência. Maitê Proença, namorada do assessor Rodrigo Paiva, era mais discreta, mas chamava a atenção tanto quanto. Ou mais. A cada jogo do Brasil, são milhares as pessoas que assistem à partida desses reservados especiais. São os convidados dos patrocinadores da CBF e da própria CBF. Passam bem, têm direito a mimos e regalias, não pagam nada. A Seleção Brasileira é um negócio lucrativo, o mundo inteiro quer ver os virtuoses da bola. A CBF sabe à perfeição como faturar com isso. Mas, para financiar esses milhares, que são mesmo milhares de ingressos gratuitos, as federações precisam cobrar caro de quem paga. Aí acontece o que aconteceu domingo: ingressos a R$ 300, o mais barato a R$ 70. É uma situação curiosa: o torcedor usual do futebol, o torcedor dos estádios, o que senta na arquibancada de pedra, toma chuva nos ombros e suporta o sol a pino nos verões, esse torcedor está banido dos jogos da Seleção. É o mercado, é a vida. A vida não é justa.
"Cautela, por favor. Só se precisa perder um jogo para perder a Copa."

Tuesday, September 06, 2005

SUGESTÃO


Uma idéia para o Manuca do verdadeiro tipo de mulher que queremos ver fotografadas:

Monday, September 05, 2005

PESSOAS HABITADAS

MARTHA MEDEIROS
Os "habitados" são seres com conteúdo, preenchidos de angústias e incertezas, mas não menos felizes por causa disso.Estava conversando com uma amiga, dia desses. Ela comentava sobre uma terceira pessoa, que eu não conhecia. A descreveu como sendo boa gente, esforçada, ótimo caráter. "Só tem um probleminha: não é habitada". Rimos. É uma expressão coloquial na França - habité - mas nunca tinha escutado por estas paragens e com este sentido. Lembrei de uma outra amiga que, de forma parecida, também costuma dizer "aquela ali tem gente em casa" quando se refere a pessoas com conteúdo. Uma pessoa pode ser altamente confiável, gentil, carinhosa, simpática, mas se não é habitada, rapidinho coloca os outros pra dormir. Uma pessoa habitada é uma pessoa possuída, não necessariamente pelo demo, ainda que satanás esteja longe de ser má referência. Clarice Lispector certa vez escreveu uma carta a Fernando Sabino dizendo que faltava demônio em Berna, onde morava na ocasião. A Suíça, de fato, é um país de contos-de-fada, onde tudo funciona, onde todos são belos, onde a vida parece uma pintura, um rótulo de chocolate. Mas falta uma ebulição que a salve do marasmo. Retornando ao assunto: pessoas habitadas são aquelas possuídas, de fato, por si mesmas, em diversas versões. Os habitados estão preenchidos de indagações, angústias, incertezas, mas não são menos felizes por causa disso. Não transformam suas "inadequações" em doença, mas em força e curiosidade. Não recuam diante de encruzilhadas, não se amedrontam com transgressões, não adotam as opiniões dos outros para facilitar o diálogo. São pessoas que surpreendem com um gesto ou uma fala fora do script, sem nenhuma disposição para serem bonecos de ventríloquos. Ao contrário, encantam pela verdade pessoal que defendem. Além disso, mantêm com a solidão uma relação mais do que cordial. Então são as criaturas mais incríveis do universo? Não necessariamente. Entre os habitados há de tudo, gente fenomenal e também assassinos, pervertidos e demais malucos que não merecem abrandamento de pena pelo fato de serem, em certos aspectos, bastante interessantes. Interessam, mas assustam. Interessam, mas causam dano. Eu não gostaria de repartir a mesa de um restaurante com Hannibal Lecter, "The Cannibal", ainda que eu não tenha dúvida de que o personagem imortalizado por Anthony Hopkins renderia um papo mais estimulante do que uma conversa com, sei lá, Britney Spears, que só tem gente em casa porque está grávida. Zzzzzzzzzzz. Que tenhamos a sorte de esbarrar com seres habitados e ao mesmo tempo inofensivos, cujo único mal que possam fazer é nos fascinar e nos manter acordados uma madrugada inteira. Ou a vida inteira, o que é melhor ainda.

Friday, September 02, 2005

TRAÇANDO A ESTRATÉGIA PARA O JOGO DO DIA SEGUINTE:

O ANDAR DOS VENTOS UIVANTES

Muita coisa acontecendo por aqui. Dos altos do meu 7º andar, a tragicomédia humana se desenrola.
O vento derruba uma moto, que cai por cima de outra e mais outra, e são três motos no chão. Enquanto assistíamos ao samaritano levantando as mesmas, um motoqueiro e um Celta se envolvem em um acidente. Nada de grave, sem mortos nem feridos, mas com bastante bate-boca. Como na maioria das vezes, a culpa foi do motoqueiro. Um loquinho desses folclóricos (conhecido pela alcunha de Bagé, famosos por há mais de 20 anos andar prá lá e prá cá, com uma vassourinha de cabo quebrado, varrendo a Av. Mauá e seus arredores. Isso mesmo. Ventos de 70 KM por hora, e ele ali, varrendo e varrendo... a rua!) observa a tudo, testemunha ocular, mas totalmente ausente e alienado do que ocorre à sua volta. Só lhe interessa varrer.
As senhoras se seguram nos postes das paradas de ônibus. As crianças abrem os braços na tentiva de voar, para desespero das mães atônitas. Outra motocicleta despenca, um pisca-pisca se quebra e é levado pelo vento. O Guaíba salpicado de espumas brancas, parece querer avançar sobre tudo e todos. Mais boletins a qualquer momento.