O que me deixa mais triste nessa história toda, é ficar mais decepcionado com a burrice dos caras que com a sua desonestidade. Talves por não ter convivido com o sábio Sr. Soalheiro (
http://www.harmonia698.blogger.com.br), não me surpreendi tanto ao descobrir que havia corrupção no âmago de um governo eleito nem tanto por suas propostas políticas ou econômicas, tampouco por suas promessas mirabolantes, mas por uma idéia, um sonho, que a maioria de nós sonhou junto.
Passado algum tempo, algumas decisões tomadas, alianças seladas, declarações proferidas para toda a nação despertam alguma coisa dentro de ti, uma sensação que não se consegue precisar muito bem, mas definitivamente não é uma coisa boa...
E aí tu começa a ver, depois de um tempo, que falta competência até prá roubar, coisa que as elites oligárquicas fazem há anos impunemente.
Pode ser um tremendo, imenso, abominável preconceito de minha parte, mas todos esses caras, SEM EXCEÇÃO, não sabem nem FALAR DIREITO. Não estou aqui falando de orações substantivas adjetivas, ou coordenadas adversativas. Estou falando do simples. É uma dor assistir a este desfile de línguas presas, plurais assassinados covardemente, “poblemas”, “pobremas”, e por aí vai.
E o que se descobre? Que assim que chegaram ao poder, passaram a agir como novos- ricos: carrões, mansões, champagnes e charutos. Faltaram apenas os tapetes persas no chão dos automóveis e festas de aniversário com 250 convidados para seus cãozinhos de estimação. Apenas uma diferença: o que a Vera faz, é com o dinheiro DELA. Não o meu e nem o seu.
O mesmo partido que não titubeou em expulsar Luísa Helena (ela não imaginava, na época, o favor que estavam lhe fazendo) em virtude de suas convicções políticas e sua coerência com a própria história pessoal, até o momento que escrevo não sabe ainda o que fazer com Delúbio. Claro, pois o mesmo não passa de um mero executor das tramóias planejadas em escalões muito superiores ao seu.
O fato de assumirem a conduta criminosa, não os redime. O fazem simplesmente seguindo a orientação de um advogado, na tentativa de escapar da norma penal mais severa. Assumem o crime de pena mais branda, e com menor repercussão política. Basta assistir às declarações de Delúbio, Marcos Valério (como um cara que não consegue articular UMA FRASE em bom português pode se tornar publicitário?) e por último, Lula. O que se ouve é a repetição de uma historinha decorada em frente ao espelho, como os alunos da 2ª série que “aprenderam” a tabuada do sete. Tão espontâneo e verídico quanto uma tele-mensagem do fusca do coração lá em Pelotas.
Triste espetáculo este proporcionado pela CPI, onde assistimos os personagens responsáveis pelos rumos da política nacional, todos eles agindo como crianças que se mijaram nas calças, esperando desesperadamente que alguém os pegue pela mão e os leve até um canto para trocar suas fraldas.