Friday, March 24, 2006
Eu ia escrever isto nos comentários do antepenúltimo post, mas achei que não receberia o destaque merecido, então ganhou vida própria. Só queria agradecer aos amigos que se prestam para perder alguns minutos do seu dia para dar uma passada por aqui. Sempre é bom saber que não se está escrevendo para as paredes, mesmo que virtuais. Sei de alguns que passam sem deixar rastros, guardando os comentários para serem feitos ao vivo. E sei de outros que nem ao vivo fazem comentários, afinal, blog é coisa de viado mesmo, mas sei que de vez em quando eles passam por aqui, quase sem querer. Mas passam, e lêem, e isso é o que conta.
Manu, Henrique, Simone, Corujão, Giana, Manuca, a Mê que voltou a dar o ar da graça, Jônatas, sei que a Fã deve passar por aqui de vez em quando também, Eurico sempre com comentários pertinentes e ainda indicando para os amigos, como no caso da recém chegada Nina.
Sou obrigado a colocar uma linha especial para a Mala da minha existência, que ficou terrivelmente sentida quando há tempos atrás seu nome não foi citado por aqui. Letícia, tu sabe que eu te amo, e que tens lugar cativo no meu coração. O resto são apenas números binários, sem qualquer emoção.
Bom, vocês são o motivo de isso aqui existir. A vontade essa que a gente tem de compartilhar os pensamentos, ou mostrar para esta ou aquela pessoa algo que se leu e se pensou: "Puxa, acho que (x) iria gostar de ver isso aqui..."
Então é isso, o resumo da história é a seguinte: a casa é de vocês. Fiquem a vontade.
PS> por favor, se eu esqueci da falar o nome de alguém não se sinta ofendido, tampouco fique três meses sem falar comigo. Lembrei de você também, ok?
AMOR
Branca. Macia. A tenho nas mãos por uma fração de segundos, e basta. É o suficiente para saber que ela fará tudo o que eu quiser que ela faça. Desde que tratada com mimos de princesa, claro. Orgulhosa. Rebelde, quando mal tratada, não aceita ordens de ninguém, mas acata pedidos com sedutora submissão. Não a submissão do oprimido, que não possui escolha, mas sim aquela proveniente da cumplicidade, da identidade dos desejos de ambos. O toque, aveludado contra a pele, é o suficiente para imaginar promessas de feitos memoráveis. Mas também possui a sua face menos delicada.
Com um leve toque com a ponta dos pés, se põe a fazer a piruetas, uma , duas, incontáveis, misto de bailarina e pião.
A violência de um chute mais forte não parece assustá-la. Pelo contrário. Suas atitudes demonstram um indisfarçado prazer.
Eu e ela, para sempre, juntos.
Com um leve toque com a ponta dos pés, se põe a fazer a piruetas, uma , duas, incontáveis, misto de bailarina e pião.
A violência de um chute mais forte não parece assustá-la. Pelo contrário. Suas atitudes demonstram um indisfarçado prazer.
Eu e ela, para sempre, juntos.
Comprei uma bola nova.
Tuesday, March 14, 2006
GHOST WRITER
Bom, então eu tenho um blog, certo? E para que diabos serve um blog? Uma das funções que eu atribuo a esta ferramenta de comunicação (uau) é a de registrar fragmentos, insights, coisinhas miúdas que, do contrário, se perderiam no éter dessa correria cotidiana na qual estamos inseridos. O título deste post faz referência ao fato de eu seguidamente publicar aqui pensamentos alheios, colhidos daqueles que estão próximos, seja no dia a dia, ao meu lado, seja no messenger, no celular, em algumas três horas dentro de um carro, ou até mesmo em bilhetinhos que acompanham mimos distribuídos graciosamente, pelo simples fato de existir carinho e cumplicidade.
Outro motivo, mais banal, quase irrelevante dentro do contexto no qual está inserido o texto a seguir, é que ele é um elogio desbragado à minha pessoa, e sempre faz bem para o ego dar uma espiadinha de vez em quando... Tenho certeza que vocês entendem.
Eu quero te mandar um arquivo, que já conheces, mas para que aprecies a forma e a metafísica da coisa. Tudo que é "clássico" é resultado de ser "reinventado" à exaustão, e depois sublima-se na forma mais simples (lato sensu) e torna-se “O clássico”.
Bueno.
Retomando.
Clássicos são clássicos porque chegaram a forma, ou conteúdo em si, mais simples e preciso.
É isto.
Eu te amo.Você é um clássico.
Bueno.
Retomando.
Clássicos são clássicos porque chegaram a forma, ou conteúdo em si, mais simples e preciso.
É isto.
Eu te amo.Você é um clássico.
Mordam-se.
E a seguir, o arquivo em questão:
“(...)
O pobre jovem não ousou lhe indagar nada, permaneceu em silêncio enquanto a bela sereia punha-se a cantar uma melodia tão linda e tão mágica que lhe trouxe lágrimas aos olhos, e uma grande angústia se apoderou de seu coração.
Wars apaixonara-se irremediavelmente pela sereia.
Desde aquela noite, Wars perdeu completamente a sua paz. Nem a cabana, nem seus possantes remos, nada trazia alegria a sua alma. Ele olhava as altas árvores e não mais queria escalar seus galhos para mirar o horizonte; ele via o rio e não sentia o menor desejo de pescar. Wars somente punha-se a esperar o surgimento da lua para então, escondido no manto da noite, arrastar-se até a beira do rio e, sob os juncos, ficar horas inteiras ouvindo a bela sereia cantar – depois da primeira noite, a criatura encantada jamais deixara de aparecer nas águas do Vístula.
Muitas madrugadas mais tarde, cansado de dar voltas e voltas na prisão do seu coração enamorado, Wars decidiu-se dizer à sereia o que sentia. Escondido nos juncos ribeirinhos esperou que ela surgisse e começasse o seu canto, e então apareceu inteiro, olhando-a com seus grandes olhos cheios de paixão.
Ao vê-lo, a sereia abandonou sua música no mesmo instante e numa voz zangada perguntou-lhe:
- Por que tu me espias enquanto eu canto?
Ele apenas respondeu:
- Meu nome é Wars, sou pescador.
- Sei bem quem tu és, pois te vi várias vezes pescando nas águas deste mesmo rio. Mas por que tu me espias enquanto eu canto?
-Porque desde a primeira vez em que te vi e ouvi teu canto, só sou feliz quando te vejo, daqui dos juncos, escondido feito um cão.
E timidamente ele acrescentou:
Muitas madrugadas mais tarde, cansado de dar voltas e voltas na prisão do seu coração enamorado, Wars decidiu-se dizer à sereia o que sentia. Escondido nos juncos ribeirinhos esperou que ela surgisse e começasse o seu canto, e então apareceu inteiro, olhando-a com seus grandes olhos cheios de paixão.
Ao vê-lo, a sereia abandonou sua música no mesmo instante e numa voz zangada perguntou-lhe:
- Por que tu me espias enquanto eu canto?
Ele apenas respondeu:
- Meu nome é Wars, sou pescador.
- Sei bem quem tu és, pois te vi várias vezes pescando nas águas deste mesmo rio. Mas por que tu me espias enquanto eu canto?
-Porque desde a primeira vez em que te vi e ouvi teu canto, só sou feliz quando te vejo, daqui dos juncos, escondido feito um cão.
E timidamente ele acrescentou:
-Eu amo você, sereia.
(...)"
A história de Wars e de Sawa, a sereia
Anna Klacewicz & Letícia Wierzchowski
Thursday, March 09, 2006
TUDO DEPENDE DO PONTO DE VISTA
Cordão longo prateado, óculos escuros, boné de marca de pneus, o mulato, cotovelo numa mesa da Brahma, filosofava, enquanto brandia tal e qual uma espada o copo de requeijão cheio de cerveja.
O trecho que captei com os ouvidos deve dizer alguma coisa:
- Aí os PMs vieram e disseram que eu estava batendo nela. E eu mandei, né? "Batendo não, só tou acalmando".

