Tuesday, November 28, 2006

RELATO

Saldo do final de semana foi o seguinte:
Morcilla dulce, polenta, linguicinha fina, filé com queijo provolone e muita cerva Original na noite de sexta ali no Cruz de Malta da D. Joaquim, que, acreditem se quiserem, eu ainda NÃO conhecia. Os garçons se atrapalham um pouco na correria, mas a cerva estava BEM gelada e a carne não veio seca, muito pelo contrário, vermelhinha e suculenta.
No sábado, no horário do almoço, MEGACHURRASCO na expo-feira de Pedro Osório. Várias ovelhinhas respingando graxa na brasa, cerveja Brahma Extra e salada de maionese caseira, tudo isso sendo degustado à sombra de uma pitangueira, com conversa da boa e muitas gaitadas. Prá vocês não pensarem que eu só falo em comida, saímos de lá a tempo de voltar a Pelotas para bater aquela bolinha amiga no gramado (ou terreiro?) do Caixeral Campestre, as quatro da tarde. Levando-se em conta o fato de estar com a pança cheia de carne e cerveja, vocês podem imaginar o nível do futebol apresentado. Mas consegui guardar um golzinho. Eu SEMPRE guardo um golzinho. Semana passada foi um CONTRA. Mas guardei.
Depois de quase uma hora e meia correndo no sol, o negócio foi sair de lá a toda velocidade, voltar em casa, trocar a chuteira de sete pelo tenis de futsal e ir direto pro Spieker, onde mais um tradicional embate futebolístico me aguardava. Um gatorade antes, um depois, e segue o baile.
À noite, mais uma cervejinha, que ninguém é de ferro, acompanhado de um camarãozinho à milanesa e música ao vivo de um coroa muito engraçado que eu nunca tinha visto na noite antes. O cara inventa as letras paras as músicas, tipo "moreno alto, bonito e sensual", ele trocava por "véio tarado, e cara de pau", ou algo desse tipo. Tá bom, tá bom. Eu sei. Mas na hora FOI engraçado. Sério. Acreditem em mim.
No domingo, chimarrão com a família desde cedo, almoço com comida da véia, depois assitir o colorado massacrar o verdão fora de casa, com direito a estréia de gala de Alexandre Pato. À tardinha, mais chimarrão, dessa vez no quadrado, com as ilustres companhias de Fernandinho, Márcia, Henrique e mais um ou outro agregado.
Depois, Embaixador, taxi, casa, e segue o baile.
Ontem, corridinha na beira do rio, depois, pra desestressar, futebol. Eu já falei que ninguém é de ferro...

Friday, November 24, 2006

NEM SEMPRE

O Manual de Sobrevivência McNasty jamais seria um best seller. Ao contrário do coleguinha action hero McGyver, eu não conseguiria ensinar ninguém a fazer uma usina nuclear rústica usando dois elásticos, uma lata de Manteiga Aviação e uma pilha Eveready, e aquele famoso conselho sobre como sobreviver ao ataque de uma anaconda*, ô, Uncle Filthy não seria capaz de reproduzir sem cair na gargalhada, despertando a ira do ofídio.Mas isso não quer dizer que eu não tenha um bom conselho, e esse conselho, resumidamente, é o seguinte: em caso de dúvida, não vá.
Com 16 anos, padecendo de uma dessas paixões patéticas de adolescente (se ela me beijava primeiro que os outros mano, ao chegar na escola, meu dia estava feito; se ela me beijava por último, apocalipse), descobri a maravilhosa fórmula mágica: se você tem alguma dúvida de que ir à tal festa seja uma boa idéia, não vá. Porque, se as chances estivessem a seu favor, você não teria dúvida nenhuma. E é muito melhor ficar em casa, onde pelo menos você manda na trilha sonora, do que padecer três horas no salão de festa de um “estilo mediterrâneo” qualquer esperando que ela te dê mole, só pra terminar a noite vendo a moça arrastada pro jardim pelo Antônio Carlos, que decerto vai exibir à musa aquela menos canora das aves.
Meu mitológico amigo Hugo, fonte inesgotável de sabedoria na adolescência, usava uma expressão maravilhosa para o processo: “desbobar”. (Ele mesmo, coitado, nunca desbobou: passou anos penosos apaixonado por uma mina absolutamente intolerável. Mas os conselhos eram sempre no ponto, ainda assim.) É aquela famosa cena que filme americano de adolescente insiste em repetir: o loser no prom, o cara que insiste em confrontar a triste realidade de que ele não vai ficar com a góztóza, movido por aquela mórbida mistura de curiosidade e esperança (e, claro, porque nós, espectadores de cinema, somos todos losers, nos filmes o bundão o mais das vêiz cata a mina: perigo, Will Robinson.)
Mas o conselho não serve só pra desgraças românticas. “Na dúvida, não vá”, é a fórmula mais próxima de uma verdade universal que eu já encontrei. Se você vacila pra comprar ingressos pro “show do século” (qualquer um dos três milhões deles que acontecem por ano), não vá. Se alguém te convida pra jantar e seu primeiro instinto é rainchecking, não vá. Se te oferecem um emprego supostamente ótimo e o patrão tem cara de César Bórgia, não vá. Se a moça clean kicked you out, não forje encontros “acidentais” pra lembrá-la de que você ainda tá por lá. Porque esperança é a droga mais idiota: cria buzz mas não dá high. E depois que você aprende a dizer não, começa a descobrir prazeres insuspeitados na idéia de não ir à festa, não participar da formatura, gastar o dinheiro que gastaria no bundalelê de casamento com uma viagem caprichada procê e a noiva. E não só os, er, “prazeres solitários” (piadas no segundo guichê à esquerda), mas o prazer de saber que, quando vai, é porque realmente quer, e nunca por essa mistura de inércia e esperança estúpida que leva a gente a ir na tal festa e flagrar a musa em momento getting to know you com o Antônio Carlos. Sozinho e desbobado é sempre melhor do que otário junto.
*Em resumo: não corra, porque a cobra é mais rápida. Deite, se faça de morto, braços e pernas colados ao corpo, queixo encostado ao peito, e deixe a cobra deslizar sobre seu corpo. Depois que ela terminar o exame, vai começar a te engolir, pelos pés. Quando a anaconda chegar ao joelho, apanhe uma faca e, com o mínimo possível de movimento, enfie a lâmina entre sua perna e a boca da cobra. Quando estiver posicionado, rapidamente corte a cabeça da cobra. O conselho vem acompanhado de dois lembretes: tenha sempre uma faca. Mantenha a faca afiada. Pô, meu, come on: eles recomendam ESSA estratégia para sobrevivência? Creio em deus padre. Melhor recomendar "tenha sempre um lança-chamas. E o mantenha abastecido". Ou, mais prático ainda: "o lugar tem anacondas? Não vá".
Tudo isso foi apenas para alertá-los do seguinte: algumas vezes, não é apenas no filme americano que o bundão cata a mina góstóza...

Thursday, November 23, 2006

BOA VIZINHANÇA

A moradora do apartamento de baixo me olhou atravessado hoje quando eu saía para o trabalho. Acho que ela não gostou muito do home theater que eu comprei.
Um copo caiu da bancada da pia em virtude das vibrações proporcionadas pelo subwoofer tocando a trilha de abertura do filme 2001: UMA ODISSÉIA NO ESPAÇO.

TUM! DUM! TUM! DUM! TUM! DUM! TUM! DUM! TUM! DUM!

Quase deu vontade de atirar um toco de lenha em chamas pela janela.

Será que ela curte Metallica?

Tuesday, November 21, 2006

CARTA AOS PELADEIROS


Como todos vocês já devem ter ouvido algum dia, "o futebol é a coisa mais importante dentre as coisas menos importantes".
E este é mais um post sobre ele. O tradicional "jogo do paul", depois de quatro anos, chega ao fim, ao menos na sua versão fixa semanal. E foi assim que todos ficaram sabendo:
"Assunto: Aos Peladeiros
E aí gurizada, beleza? Tchê, é com pesar que informo que por um período indeterminado de tempo, o qual bem pode se transformar em definitivo, não vai ter mais a tradicional pelada semanal organizada por mim. Já se vão 4 anos de muitos golaços, caneladas, furadas em bola, balõezinhos e bolas entre as canetas, defesas e frangos espetaculares. Perderia o dia inteiro aqui a escrever os nomes de todos aqueles que já participaram, seja "tapando buraco" ou fazendo parte do elenco fixo do jogo. Outros foram morar longe, e quando voltaram, muito tempo depois, ainda encontraram um espaço amigo para a prática do nobre esporte bretão. Como tuda na vida, o futebol também vem em ciclos. As coisas precisam acabar, até mesmo para que voltem renovadas e com fôlego novo. O fim não é uma coisa prazerorosa, pois apesar das incomodações semanais de sempre estar correndo atrás de um ou de outro (ou 5, 6 caras!), aquela uma hora de bola rolando, com as parcerias das antigas e as mais recentes também, sempre foi uma coisa meio mágica, como todas aquelas relacionadas ao futebol, ao companheirismo e à amizade. Tem gente que só faz parte da minha vida até hoje por causa das quatro linhas. E isso não é uma queixa. É apenas mais uma constatação (quase uma venereção ao esporte) de um cara que vocês sabem, apesar das deficiências técnicas com a bola no pé, é e sempre será um apaixonado pelo futebol.
Foi ducaralho!
A gente se encontra aí pela vida, em alguma quadra de futebol...
"coisas boas sempre acabam. por isso são boas. coisas ruins duram pra sempre. são eternas, tipo o paraíso cristão, onde ninguém fode nem faz artê." [mojo]"
PS> créditos da foto: www.semcaneleira.com

Monday, November 20, 2006

ADORO ESSA VÉIA

Olá! Você por aqui? Mas que agradável surpresa!
Horário de expediente, algumas coisas por fazer, papéis que não cansam de se acumular na mesa a minha frente, algumas burradas alheias que sobram para que eu providencie uma solução, quando meu celular emite o tradicional alerta de "mensagem recebida".
"Estou tomando mate guapíssimo!"
Minha mãe está aprendendo a mandar mensagens de texto. Agora só falta ela começar a atender quando ligamos prá ela...
Ânimo gurizada! É apenas segunda-feira, e esta semana NÃO tem feriado na quarta. Boa semana a todos, e segue o baile.

Tuesday, November 14, 2006

SÓ VOCÊ

Para o par de pernas mais levemente arqueadas da metade sul do nosso estado. Para aquela que fica braba comigo quando eu publico coisas em inglês, e me chama de pedante. Para ela que compartilha comigo dos gostos mais refinados, ainda que muitos apenas no plano da imaginação, pois nossos contracheques ainda não permitiram aquele verão nas ilhas gregas. Para ela que na época da faculdade acreditava ao ver passar a lista de assinaturas de presenças que o meu nome realmente era "paul renault". Para ela que um dia me surpreendeu por ser a única pessoa a cruzar o meu caminho em todos estes anos a gostar do mesmo disco da Edye Gormet que eu escutava no toca fitas do Corcel II familiar quando os Gomes faziam a tradicional peregrinação natalina Taquara-Jaguarão. Para ela cujo tio jogava bolita com o meu pai quando os dois eram piás. Para ela que me apresentou o Gidon Kramer. Para ela que se enfiava embaixo da mesa quando a diretora da faculdade vinha fiscalizar se havia alguém tomando mate no prédio recém reformado. Para ela que proporcionou a oportunidade de desbravar os recônditos mais inóspitos do nosso Rio Grande, na cia de uma série de pessoas formidáveis, dois anos ricos em histórias, música e dança. Para ela que eu acordava nas manhãs no Cesec quando ela chegava mais cedo que todos e dava uma dormidinha no banco recostado de uma Parati branca. Para ela que é a apreciadora mais verdadeira do meu humor voraz, até mesmo por compartilharmos da mesma verve sarcástica. Para ela que não tem medo de não se levar a sério, e sabe rir comigo daqueles que se levam a sério demais. Para ela que acompanhou o delicioso sofrimento de todo e cada um de meus amores sempre platônicos.
Para ela que é o maior amor platônico da minha vida.

Para você.

Só você.

Monday, November 13, 2006

SEMANA NOVA, POST NOVO

E aí gurizada?
Bom, peço desculpas aos cuecas de plantão, mas as gurias do Gre-nal vão ter que descer um pouquinho na tela do seu monitor. Eu sei, eu sei, tudo o que eu escrevo aqui é uma merda, e vocês só perdem o seu precioso tempo passando por aqui prá ver se depois delas eu inicio uma série de posts só de mulher gostosa. Lamento, vocês perderam. Mas, também, não se desesperem. Afinal, se você chegou até aqui, é sinal de que está com a web inteira a sua disposiçã, então pare de se queixar e vá googlear a última Playboy da Viviane Araújo.
Por falar na Viviane Araújo, só pode ser piada essa história dela ter sido flagrada sem calcinha pelas lentes dos papparazzos, não? Francamente, ela já deve ter estrelado umas duzentas e cinquenta e nove capas de revistas de muié pelada, todo brasileiro que se orgulha de carregar o par XY já deve ter recebido uns quinhentos emails até com a ultrassonografia de quando ela se encontrava ainda na barriga da mãe, e os caras ainda perdem tempo procurando a "foto da Viviane Araújo sem a tarja".
Bom, mas tergiversei tanto sobre isso que acabei deixando de lado o que eu realmente queria falar.
Retomando:
E aí gurizada? Beleza? Boa semana prá vocês.

Monday, November 06, 2006

MELHOR LEGENDA


"Gre-Nal sempre promete..."

Descaradamente roubado do Impedimento (http://www.insanus.org/impedimento/)